<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790</id><updated>2012-02-16T04:27:31.022-08:00</updated><title type='text'>Libélula</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-360074714618764631</id><published>2009-01-31T09:57:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T10:09:24.291-08:00</updated><title type='text'>O tempo de todos nós</title><content type='html'>Hoje, ao visitar o Blog de minha amiga Cláudia, lembrei-me deste poema que havia tempo, estava guardado e que se completa perfeitamente à postagem que ela publicou no &lt;a href="http://divadoescritor.blogspot.com/"&gt;Divã do Escritor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMPO&lt;br /&gt;É sucessão&lt;br /&gt;dos anos - felizes ou não;&lt;br /&gt;dos  dias - quentes ou frios;&lt;br /&gt;das  horas -  bem aproveitadas ou em vão.&lt;br /&gt;É noção de&lt;br /&gt;presente,&lt;br /&gt;passado&lt;br /&gt;e futuro.&lt;br /&gt;É equilíbrio das estações&lt;br /&gt;Primavera&lt;br /&gt;Verão&lt;br /&gt;Outono&lt;br /&gt;Inverno&lt;br /&gt;É o momento para que tudo se realize,&lt;br /&gt;Morrer&lt;br /&gt;Viver&lt;br /&gt;Nascer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?” (Charles Chaplin)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-360074714618764631?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/360074714618764631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=360074714618764631' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/360074714618764631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/360074714618764631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2009/01/o-tempo-de-todos-nos.html' title='O tempo de todos nós'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-1253380310781782086</id><published>2008-11-20T05:35:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T07:16:59.773-08:00</updated><title type='text'>Dia da Consciência Negra</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A outra Negra Fulô &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Oliveira Silveira)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinhô foi açoitar&lt;br /&gt;a outra nega Fulô&lt;br /&gt;- ou será que era a mesma?&lt;br /&gt;A nega tirou a saia&lt;br /&gt;a blusa e se pelou&lt;br /&gt;O sinhô ficou tarado,&lt;br /&gt;largou o relho e se engraçou.&lt;br /&gt;A nega em vez de deitar&lt;br /&gt;pegou um pau&lt;br /&gt;e sampou nas guampas do sinhô.&lt;br /&gt;- Essa nega Fulô!&lt;br /&gt;- Essa nega Fulô!,&lt;br /&gt;dizia intimamente satisfeito o velho pai João&lt;br /&gt;pra escândalo do bom Jorge de Lima,&lt;br /&gt;seminegro e cristão.&lt;br /&gt;E a mãe-preta chegou bem cretina&lt;br /&gt;fingindo uma dor no coração.&lt;br /&gt;- Fulô! Fulô! Ó Fulô!&lt;br /&gt;A sinhá burra e besta perguntou&lt;br /&gt;onde é que tava o sinhô&lt;br /&gt;que o diabo lhe mandou.&lt;br /&gt;- Ah, foi você que matou!&lt;br /&gt;- É sim, fui eu que matou&lt;br /&gt;–disse bem longe a Fulô&lt;br /&gt;pro seu nego, que levou&lt;br /&gt;ela pro mato, e com ele&lt;br /&gt;aí sim ela deitou.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa nega Fulô!&lt;br /&gt;Essa nega Fulô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito louvável e digno o engajamento do professor e poeta Oliveira Silveira, na luta pelo reconhecimento do negro enquanto cidadão, artista, intelectual etc.&lt;br /&gt;Do poeta Oliveira Silveira, sabe-se muito pouco ainda, mas desse pouco, sabemos que nasceu em Rosário do Sul, município à oeste do estado do RS, em 1941. É formado em letras, professor e pesquisador, militante pela causa da integração do negro na sociedade.&lt;br /&gt;Pesquisas realizadas por Oliveira Silveira acerca da morte de Zumbi, dão conta de que 20 de novembro de 1665 foi a data oficial da morte do líder dos Quilombos, motivo pelo qual escolheu-se este dia para o reconhecimento do negro enquanto cidadão.&lt;br /&gt;Embora não muito divulgada, a obra de Oliveira Silveira já tem poemas traduzidos em outros idiomas, dentre eles o inglês e o alemão. Consta de suas publicações as obras “Germinou”(1977), “Banzo, saudade negra”(1970), “Pelo Escuro”(1977), “Roteiro dos Tantãs”, entre outras.&lt;br /&gt;Os versos de sua linguagem produzem uma estranheza que revela uma certa malícia e ironia.&lt;br /&gt;O poeta que escreveu “Outra nega Fulo”(1970) é um poeta engajado com questões da integração do negro na sociedade, assim como Jorge de Lima o era em 1928, quando escreveu &lt;a href="http://www.secrel.com.br/jpoesia/jorge.html#essanegra"&gt;“Essa Negra Fulo”.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Nota-se um constante diálogo entre os dois poemas e ambos fazem exaltação à mulher negra.&lt;br /&gt;A poesia de Silveira ironiza e dialoga o tempo todo com a de Jorge de Lima.&lt;br /&gt;Enquanto Silveira afirma, interroga, exclama como alguém que desabafa, Jorge apenas relata os fatos, com indignação, mas passivamente sem envolvimento efetivo.&lt;br /&gt;Silveira é dotado de coragem e enfrentamento, Jorge de Lima transcorre displicente, dócil à perspectiva de uma memória de infância, quase uma crônica do nordeste escravocrata.&lt;br /&gt;Ao meu ver estamos necessitados de muitas outras consciências como a Consciência Verde, a Consciência Social, a Consciência Política, a Consciência Ambiental, a Consciência da tolerância a todas as desigualdades, sem exceção.&lt;br /&gt;Zumbi é na verdade um símbolo da &lt;a href="http://vermelhocarne.blogspot.com/"&gt;discriminação &lt;/a&gt;de toda ordem, seja ela étnica, religiosa ou sexual - esta inclusive no que diz respeito à opção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-1253380310781782086?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/1253380310781782086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=1253380310781782086' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1253380310781782086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1253380310781782086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/11/dia-da-conscincia-negra.html' title='Dia da Consciência Negra'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-6751985208716726206</id><published>2008-11-11T21:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-29T02:57:36.363-08:00</updated><title type='text'>Só digo aquilo que vejo</title><content type='html'>Só digo aquilo que vejo: não invento, nem aumento!&lt;br /&gt;Longe de mim fazer mau juízo do rapaz!  Rosalvo era o &lt;a href="http://escritoremdesassossego.blogspot.com/"&gt;nome dele&lt;/a&gt;. Mas que ele tinha  hábitos estranhos, ah! isso lá, ele tinha.&lt;br /&gt;Onde já se viu levantar às 3 da manhã, vestir a roupa da mulher, atravessar a rua e entrar na casa da vizinha?&lt;br /&gt;Diziam que ele sofria de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sonambulismo"&gt;sonambulismo,&lt;/a&gt; e que era perigoso acordar o doente, pois corria risco de  morrer. Nunca ouvi falar nisso, mas...&lt;br /&gt;Já tinha tentado todos os tratamentos, mas não havia meio dele querer sarar.&lt;br /&gt;Coisa estranha!  Sua mulher coitada, para compensar a ausência do marido, ficava acordada a noite inteira – fazendo poesia.&lt;br /&gt;E eu, de quando em quando, olhava pela fresta da minha janela, para assuntar se estava tudo bem com Alva, a pobre da esposa. Afinal ela ficava sozinha. Não podia ir atrás do marido, senão ele morria.&lt;br /&gt;- Doença triste essa!&lt;br /&gt;Às vezes, aparecia um vulto que &lt;a href="http://paticytry.blogspot.com/"&gt;andava&lt;/a&gt; pela sala e estava sempre do lado da esposa de Rosalvo. Acho que era o mentor das poesias que ela fazia. Era um vulto alto, forte e perfumado.&lt;br /&gt;- Como  eu sei que ele era &lt;a href="http://reversoinverso.blogspot.com/"&gt;perfumado? &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Ora, de vez em quando batia um vento de lá, que entrava pela minha janela, e trazia o cheiro da lavanda!&lt;br /&gt;Mas esse vulto aparecia também na casa da vizinha, &lt;a href="http://aprendizdeescritor.com.br/"&gt;uma casa amarela&lt;/a&gt;, para onde Rosalvo ia quando ficava sonâmbulo.&lt;br /&gt;Ainda bem que isso só acontecia quando o marido da vizinha viajava.&lt;br /&gt;E ele viajava toda semana... mas era a trabalho!&lt;br /&gt;- Doença triste essa!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tecendoempalavras.blogspot.com/"&gt;Certo dia&lt;/a&gt;, depois de tantas &lt;a href="http://desabafosereflexoes.zip.net/"&gt;noites em claro&lt;/a&gt;, Alva foi contar quantas poesias tinha feito.&lt;br /&gt;A doença de Rosalvo rendeu  um livro com 200 páginas de poesias.&lt;br /&gt;No início eram  poesias de exaltação à natureza, ao amor sublime...daquelas de &lt;a href="http://lumuseditora.com.br/wp-content/uploads/outside/DSC07069za.jpg"&gt;roubar&lt;/a&gt; a alma da pessoa amada!&lt;br /&gt;Mas com o passar do tempo, Alva foi ganhando tanta inspiração, que suas poesias passaram da exaltação à &lt;a href="http://instintosdapele.blogspot.com/"&gt;excitação&lt;/a&gt;. Eu diria que eram eróticas mesmo! Deve ter sido influência daquele mentor alto, forte e perfumado.&lt;br /&gt;O livro de Alva fez tanto sucesso que ela conseguiu pagar um excelente tratamento para Rosalvo. Ele não tem nem sinal de sonambulismo mais!&lt;br /&gt;Mas a vizinha...Enfim! Tornou-se mãe de uma linda menina!&lt;br /&gt;E Alva afeiçoou-se tanto à menina, que passava horas lendo histórias infantis para a pequena princesa, que lhe roubava a alma, tamanha era a sua doçura!&lt;br /&gt;A menina foi crescendo com uma forte convicção: queria ser escritora de “&lt;a href="http://vivodecoincidencias.blogspot.com/"&gt;histórias&lt;/a&gt; infantis” tão lindas quanto  as “poesias de Alva”!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercício proposto por Bruno Cobbi, intitulado Roubando Almas.&lt;br /&gt;Desafio feito pela Patrícia Cytrynowicz: Um narrador envenenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira  o&lt;a href="http://www.mindomo.com/view.htm?m=6d635d1ae7f04760ad9961500cf2d3be"&gt; mapa&lt;/a&gt; da aventura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-6751985208716726206?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/6751985208716726206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=6751985208716726206' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/6751985208716726206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/6751985208716726206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/11/s-digo-aquilo-que-vejo-no-invento-nem.html' title='Só digo aquilo que vejo'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-165297192443608398</id><published>2008-10-28T11:40:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T06:33:10.681-07:00</updated><title type='text'>E a Terra girou!</title><content type='html'>De repente ficou noite. Foi muito rápido. Rápido para ficar noite,  mas uma eternidade para clarear o dia. Que não clareou!&lt;br /&gt;Até aquele momento, a vida seguia tranquila; tudo no seu lugar.&lt;br /&gt;Entretanto, já havia algum tempo,  o sol apresentava algumas alterações de humor.&lt;br /&gt;Olhava para a humanidade e do alto de sua dominância, não gostava do que via.&lt;br /&gt;O fato é que as atitudes, os pensamentos, enfim, o comportamento da humanidade estava refletindo negativamente em seu trabalho. E também em seu humor.&lt;br /&gt;Olhei pela janela e vi que o céu se pintava de um azul indescritível! E o sol soberano, intensificou o seu dourado. Parecia que tinha intenção de  sobrepor-se ao azul  celeste. Afinal ele era o rei do universo.&lt;br /&gt;E assim o fez. O amarelo do Sol se impôs ao azul do céu. Vencido o embate, retirou-se repentinamente do cenário. O dia fechou-se. As nuvens apareceram e a Lua se instalou. Mas estrelas... nenhuma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez-se noite. Eclipse?  Não; certamente que não. O astro não queria voltar!&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NpUoqr0YbWc&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NpUoqr0YbWc&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Nos restaurantes, pessoas que aguardavam para almoçar; jantaram. O comércio encerrou o expediente. Era noite. Algo inexplicável estava acontecendo.Segue-se então, uma semana sem a luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza, aos poucos ia se transformando. A comunidade científica colocou-se de prontidão. Animais metamorfosearam-se. O cachorro transformou-se em urso, o cavalo adquiriu aspecto de elefante, borboletas viraram águias.&lt;br /&gt;Desequilíbrio total da natureza! Imagine o número de formigas que há no planeta; pois então: estas se transformaram em hipopótamos.&lt;br /&gt;Um ano de transformações contínuas! O hemisfério Sul atravessou a linha do equador e trocou de lugar com o Hemisfério Norte. O eixo da Terra girou! A temperatura caía cada vez mais. Tudo estava fora de lugar, fora de controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma convenção mundial foi convocada! O fim da humanidade era iminente!&lt;br /&gt;Idéias  fora do lugar – decidiu-se então – recolocá-las em ordem e começaram pelo resgate dos valores humanos. Demorou algum tempo para que todos fossem lembrados  -  o “respeito” encabeçou a lista; depois vieram  a honestidade, o caráter, a fraternidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim,  pouco a pouco a  humanidade ia se reorganizando, na esperança de poder reparar algo que não havia dado certo.&lt;br /&gt;E o sol?  Cientistas presumem que ele tenha desaparecido do Universo. Mas  para a ciência, o resgate do Sol será prioridade nos próximos 2.000 anos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-165297192443608398?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/165297192443608398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=165297192443608398' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/165297192443608398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/165297192443608398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/10/e-terra-girou_465.html' title='E a Terra girou!'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-5202800476301891894</id><published>2008-10-19T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T18:40:38.940-07:00</updated><title type='text'>Fita Cinza</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal"&gt;A pequena  ainda se lembra de quando  passava por este mesmo caminho e só vislumbrava  paisagens verdes e  ar úmido. Era um tempo em que caía uma garoa fina... de lavar a alma! Até a sua fita ainda era vermelha... tal qual as framboesas que levava para sua vovó juntamente com potes de geléia. Com o passar dos anos, sua fita   que era vermelha, ficou verde e agora está Cinza.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vovó morava na floresta e Fita Cinza costumava visitá-la. Mas só o fazia durante o dia, e ainda assim, tomando todos os cuidados, obedecendo as recomendações de sua mãe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm;"&gt;- Filhinha, tome cuidado pelo caminho,há muitos mistérios e perigos  na floresta. Ao primeiro sinal de perigo, peça ajuda ao caçador, ele haverá de protegê-la.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E assim, Fita Cinza seguia o seu caminho e quando se deparava com o perigo, ou seja, sempre que avistava o Lobo, pedia ajuda ao caçador. Mas o caçador não era bobo! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fita Cinza cresceu! Sua fita que era vermelha e depois verde, escureceu, acinzentou. A vovó e a mamãe &lt;a href="http://amorecultura.vilabol.uol.com.br/fitaverd.htm"&gt;velharam&lt;/a&gt; - como disse Sr&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. &lt;a href="http://amorecultura.vilabol.uol.com.br/fitaverd.htm"&gt;Guimarães&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; - e  morreram. Fita Cinza ficou só. A&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=alameda"&gt;Alameda&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; se transformou em &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;a href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&amp;amp;palavra=avenida&amp;amp;CP=21783&amp;amp;typeToSearchRadio=exactly&amp;amp;pagRadio=10"&gt;Avenida&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt; as árvores deram lugar aos automóveis. O lobo se casou e se multiplicou. Fita Cinza está só! Enfrenta, todos os dias, muitos lobos na floresta de pedra. Os caçadores também se multiplicaram para combater os lobos, mas o responsável pela floresta de pedra não tem verbas para comprar armas para os caçadores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E ... Fita Cinza está só!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E se trancou dentro de casa a olhar o Sol pela janela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com medo de sair, ela convida o Sol para entrar e fazer-lhe companhia por alguns instantes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E ele responde:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;- hoje não posso, quem sabe amanhã, quando estes &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mon%C3%B3xido_de_carbono"&gt;gases de Kyoto&lt;/a&gt; não estiverem obstruindo o meu caminho! Aí sim, poderei visitá-la.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fita Cinza fecha a janela e adormece ofegante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E ...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Exercício proposto pelo prof.  Luiz Roberto para o Módulo  Web Escrita: Paráfrase do conto "Fita verde no cabelo" de Guimarães Rosa&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Curso de Pós Graduação "&lt;a href="http://www.esdc.com.br/POS/POS-FORMACAO_ESCRITORES.htm"&gt;Formação de Escritores&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-5202800476301891894?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/5202800476301891894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=5202800476301891894' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/5202800476301891894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/5202800476301891894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/10/fita-cinza.html' title='Fita Cinza'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-6241821278291222139</id><published>2008-06-04T12:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T04:42:03.426-07:00</updated><title type='text'>Hai Kai</title><content type='html'>(Hai Kai)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gota de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ye3Ukpf2juE"&gt;Chuva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deslizando na face&lt;br /&gt;Amargurada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol e o orvalho&lt;br /&gt;Na folha da esperança&lt;br /&gt;Dia ensolarado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lu Faria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-6241821278291222139?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/6241821278291222139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=6241821278291222139' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/6241821278291222139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/6241821278291222139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/06/hai-kai.html' title='Hai Kai'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-4798170572261623021</id><published>2008-05-31T21:13:00.000-07:00</published><updated>2008-11-22T14:30:34.257-08:00</updated><title type='text'>O silêncio de 1000 palavras</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Curso “Formação de Escritores”&lt;br /&gt;Aula de Encerramento do I Módulo&lt;br /&gt;Texto Apresentado:&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;O Silêncio de 1000 palavras&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O sol brilhava naquela manhã&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;como nunca brilhara antes. O céu parecia estar se abrindo para receber as mais nobres almas . Aurélia segue em direção ao armário da cozinha, apanha uma toalha de linho branco com suaves bordados coloridos.Tons muito claros de azul, rosa e verde já&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;desbotados pelo tempo. Prepara&lt;span style="font-size:0;"&gt;  &lt;/span&gt;uma mesa no jardim e coloca a toalha.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dispõe sobre ela um pequeno arranjo de flores campestres e espalha em seu redor, algumas cestas de pães e geléias. O antigo aparelho de chá, de beleza incomum, completa a decoração. Apesar do ambiente primaveril Aurélia está melancolicamente perturbada. Senta-se à mesa, coloca&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;algumas gotas de barbiturico no chá. Espera esfriar. Enquanto isso, liga um pequeno gravador e diz: estou muito cansada!. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Suas recordações começam a ser registradas naquele aparelho como se fosse a única forma de deixar um recado a alguém.Olhar distante, voz fraca... quase sussurrando registra cada segundo que sua memória - cúmplice de toda a vida - lhe traz à tona:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;...( )“Dezembro de 1917,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;muitas famílias&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;oriundas da Itália, desembarcam no porto de Santos. Com os&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;corações&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;sangrando de marcas provocadas pela guerra, mas&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;cheios de esperança, pisam no pedacinho de chão que agora é deles também .A sensação de paz e liberdade&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;toca a todos intensamente, mas em especial a minha família&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;(e eu ainda dormia no ventre de minha mãe).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O serviço de imigração , logo dá&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;destino àquelas famílias entregando-as aos cuidados de seus novos patrões,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;a maioria, latifundiários do interior do estado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário de outras famílias, a minha ficara na capital para trabalhar no comércio e nas residências que os fazendeiros mantinham por aqui.”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Minha mãe dizia:”apesar de haver um clima de tristeza no ar, por causa da guerra, aqui ainda vive-se melhor do que na Europa. A comida não é farta, mas o povo tem o feijão para colocar no prato. E pode andar livremente pelas ruas”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No ano seguinte, fatos importantes marcariam nossas vidas. Agora, acontecimentos de&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;alegria e de&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;esperança no futuro. Dias após o meu o nascimento, todos saíram às ruas comemorando o término da guerra.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Durante alguns anos permanecemos amparados por nossos patrões e nada nos faltou. Minhas irmãs e eu,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;estudávamos e ajudávamos nossos pais no trabalho da casa e também no comércio. Na escola, brincávamos em chão de terra batida. Em dias de muito sol, nossas brincadeiras provocavam um enorme nevoeiro que subia em direção ao céu.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dizíamos que eram nuvens de poeira levando&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;pedidos de “paz para o mundo” e que Deus nos enviaria uma resposta assim que recebesse aqueles pedidos.Ouvia minha mãe sempre dizendo sobre os horrores da guerra e das lembranças da Itália.E eu, até nas brincadeiras,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;pedia pela paz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Queda da bolsa em NY. Fazendeiros perderam tudo que tinham. Não foi diferente por aqui e&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;atingiu também os nossos patrões provocando-lhes a falência. Desamparados, fomos morar em cortiços improvisados no bairro da Mooca, onde se formavam pequenas colônias italianas. A vida ali se mostrava muito difícil, mas com a união de todos , tudo se tornava mais suave. Era uma vila em que não havia tristeza. Quando alguém&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;na vizinhança adoecia ou perdia o emprego, todos ajudavam com alimento e roupas.Aos domingos fazíamos uma grande mesa no quintal e&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;cada um trazia suas travessas de molho, macarronada, pães e vinhos. Dez anos se passaram. Em casa todos trabalhavam, mas o dinheiro mal pagava alimentação.Era minha vez de ajudar&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;e fui trabalhar numa fábrica de biscoitos.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Exatos doze meses e uma nova crise mundial dava sinais de vida.Fui demitida. Muitos perderam seus empregos nessa época. Sem emprego e sem condições de ajudar&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;no sustento da casa,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;decidi me casar. Pensava que agindo assim a situação melhoraria. Casei-me e logo engravidei. Nasce Francisco.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Anos de&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;grandes tensões sociais no cenário político mundial: novamente o mundo sofria as&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;pressões da guerra.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meus pais já haviam passado por tal situação e fora muito difícil ultrapassar&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;mais esta. As desilusões e o sofrimento com a perda de parentes na Itália, dentre eles&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;minhas irmãs- que para lá tinham retornado- foram dizimando-os lentamente aqui no Brasil.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Em 1948 uma pneumonia&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;tira minha mãe do nosso convívio . Esta perda agrava também o estado de saúde de meu pai que no ano seguinte&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;se despede para não mais voltar. Amélia, a irmã mais velha, em virtude da idade avançada&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;e sem filhos para ampará-la, pede para ser internada em um asilo. Nunca mais a vi.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O golpe derrubou-me. Morri.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Renasci. Sonhava&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;agora com netos e velhice tranqüila.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Francisco, então com&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;40 anos,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;começa sua militância pela democracia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nessa ocasião, por motivos até hoje não esclarecidos, meu marido sofre um “acidente”&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;e é hospitalizado. Dias depois morre. Sozinha, minhas forças diminuíam dia após dia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Minha grande preocupação era Francisco, que enfrentava&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;perseguições, exílios e prisões. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No entanto é acometido por um câncer que o leva a óbito,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;tirando-lhe o sabor da vitória pela democracia que viria&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;com&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;as “Diretas já”. Desta vez&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;não suportando as pressões , pedi a Deus que me levasse também. Pensei em fazê-lo por meios próprios, mas...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Anos após a morte de Francisco, na casa amarela ao&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;lado da minha , muda-se dona Benedita, senhora de 90 anos, sem família , com uma enorme dificuldade de locomoção – era&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Parkinson.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Além disso, tinha o rosto&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;desfigurado devido a queimaduras&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;recentes e sofria de amnésia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar dos meus 80 anos, reuni forças e sai em busca de auxílio médico e assistência social para a recém-chegada vizinha . Um hospital da cidade disponibiliza, não só o que fora solicitado, como também&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;visitas semanais a Benedita.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Voltando o olhar à mesa Aurélia&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;diz:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- “Missão cumprida!”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E desliga o gravador.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Leva à boca, o chá envenenado. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Neste momento Benedita invade o jardim, com um papel nas mãos, dizendo: &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Aurélia, encontrei isto em meus documentos, não sei do que se trata pois não enxergo mais. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao ler o papel Aurélia descobre: Benedita era na verdade, Amélia, a irmã que deixara no asilo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sorriu...e as lágrimas calaram sua voz!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-4798170572261623021?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/4798170572261623021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=4798170572261623021' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/4798170572261623021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/4798170572261623021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/05/o-silncio-de-1000-palavras.html' title='O silêncio de 1000 palavras'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-1737027544518361178</id><published>2008-05-15T05:50:00.000-07:00</published><updated>2008-11-15T08:48:06.470-08:00</updated><title type='text'>Meu filho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pensei em fazer uma poesia, que estivesse à altura do sentimento que nutre a minha existência. Mas como falar de luas e estrelas, se o meu mundo é você? A lua que venero está dentro de você, as estrelas com as quais converso todas as noites são seus olhos.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A brisa ofegante da manhã é a sua respiração, despertando-o para mais um dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na translação de seus movimentos suaves, sinto a realidade e a eternidade se fundirem, como se fosse o Ouro do Sol. Tudo que vejo e sinto em você, é a natureza querendo me transmitir mensagens que nunca consigo decifra-las por completo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cada gesto seu me faz descobrir um mistério ainda não desvendado. E eu peço a Deus que me eternize para que eu possa crescer a cada dia, seguindo seus passos, que mesmo em silêncio, mostra o valor de um espírito nobre. A paciência do tempo, a humildade da sabedoria, o desapego do material e o respeito com o semelhante, são alimentos diários que você – como um experiente nutricionista - me prescreve cuidadosamente , para que eu viva em equilíbrio com a natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim como a natureza, também sofro constantes mutações. Mas quando a metamorfose bater à minha porta, para finalmente me processar, terei um último pedido a fazer: quero ser o vento para enxugar suas lágrimas, quando alguma tristeza lhe abater ou mesmo quando uma emoção mais forte lhe tomar de assalto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Indicação para leitura:&lt;br /&gt;Livro: DNA Espiritual&lt;br /&gt;Autor: Celso Cardoso Pitta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinopse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teriam os seres humanos uma genética espiritual, que poderia ser usada para se comunicarem com Deus? Segundo o Cristianismo e algumas linhas de pesquisa e estudos, a resposta é sim! Este código seria uma 'assinatura' de Deus em cada uma de nossas células, e que abre uma nova perspectiva para a humanidade, uma vez que nos coloca na condição de seres divinos. Estas e outras revelações estão no livro 'DNA espiritual' que compila vários anos de estudo do autor e de suas próprias experiências iniciáticas, traduzidas de forma simples e direta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-1737027544518361178?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/1737027544518361178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=1737027544518361178' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1737027544518361178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1737027544518361178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/05/meu-filho.html' title='Meu filho'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-1395698763999754441</id><published>2008-05-12T08:49:00.000-07:00</published><updated>2008-11-15T08:51:53.901-08:00</updated><title type='text'>Diálogo com Cora</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Numa tarde de domingo,&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;filho ainda pequeno, quase um bebê. Recém-casada, insegura e ao mesmo tempo confiante no futuro, entre um olhar e outro repassando as páginas daquele livro, Silvia se transpõe do real ao imaginário inserido-se na poesia como se tivesse atendendo a um chamado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Começa então a dialogar com a escritora, ou quem sabe com a própria personagem. Isso nunca fica muito claro em casos assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O certo é que muitos questionamentos atormentavam Silvia, pois apesar de estar feliz no casamento e ser mãe amorosa e dedicada, seu olhar estava sempre a perseguir e comparar sua carreira do lar, com as bem sucedidas carreiras das amigas.Isso entretanto não a tornava infeliz, pois sempre ponderava: Será que vale a pena renunciar a convivência e a educação de um filho? Será que elas, as amigas, não se arrependeriam mais tarde? E aquelas que optaram por não serem mães?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Neste momento seus olhos avançaram duas ou três frases e as respostas começaram a lhe surgir num diálogo que parecia penetrar-lhe a alma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Cora, a escritora, discorria sobre a missão da mulher:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;_&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; "Renovadora e reveladora do mundo. A humanidade se renova no teu ventre.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Cria teus&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; filhos, não os entregues à creche. Creche é fria, impessoal. Nunca será um lar para teu filho. Ele, pequenino, precisa de ti”.&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 70.8pt"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;E Silvia olhando para o seu filho brincando, sentado no tapete da sala responde:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;_&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Sim, farei tudo para estar sempre ao seu lado. Estes momentos não mais voltarão. Quero entregar ao mundo, alguém possuidor de valores morais e humanísticos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Cora, percebendo a auto-reflexão de Silvia, continua:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;_ “Não o desligues da tua força maternal. Que pretendes, mulher?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Independência, igualdade de condições... Empregos fora do lar?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;És superior àqueles que procuras imitar. Tens o dom divino de ser mãe.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em ti&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;está presente a humanidade.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;E Silvia novamente interfere:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 56.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;_&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Não me considero superior a ninguém, e devo confessar que gostaria sim, de obter independência, igualdade de condições...Empregos fora do lar. Por outro lado, eu não me perdoaria, ver meu filho sem uma referência de conduta, de amor e respeito ao próximo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 56.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cora, então &lt;i&gt;arrisca suas últimas cartas, em defesa da felicidade de Silvia:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 56.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;_ “Mulher, não te deixes castrar. Serás um animal somente de prazer e, às&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;vezes,&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;nem mais que isso. Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar. Tumultuada, fingindo ser o que não és. Roendo o teu osso negro da amargura."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 70.8pt"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Silvia termina sua leitura e olhando para o filho, abraça-o forte e agradece a Cora,&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;por ter lhe mostrado a grande missão da Mãe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O que Silvia não imaginava é que após tantos anos pudesse estar trabalhando lado a lado com seu filho; ele jornalista, ela revisora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-1395698763999754441?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/1395698763999754441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=1395698763999754441' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1395698763999754441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1395698763999754441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/05/dilogo-com-cora.html' title='Diálogo com Cora'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-37872508822763199</id><published>2008-05-11T18:29:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T18:43:23.512-07:00</updated><title type='text'>Língua Mátria</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A língua portuguesa &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mátria de Caetano&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É também a de Teresa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Horta de Lisboa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tanto aquela ...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como esta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Traz no seio a certeza&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De Horta... o amor profano&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De Caetano:  homenagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao Recôncavo baiano&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do Lácio a língua é Pátria&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois cá,  ela é Mátria &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É Frátria!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É língua Carioca,&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Paulista, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gaúcha,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Goiana e Mineira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que apesar das variantes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É a língua Mátria Brasileira&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-37872508822763199?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/37872508822763199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=37872508822763199' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/37872508822763199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/37872508822763199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/05/lngua-mtria.html' title='Língua Mátria'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-9131477906714193072</id><published>2008-05-11T06:53:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T07:08:07.974-07:00</updated><title type='text'>Desabafos e Reflexões</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim como grandes pessoas que conheci e passei a admirar, eu também &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Vivo de&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Coincidências&lt;/span&gt;! Não podemos fechar os olhos e cruzar os braços quando a vida nos coloca diante de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma &lt;span style="color:fuchsia;"&gt;Cortina Aberta,&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que nos faz pensar as &lt;span style="color:olive;"&gt;Patricularidades &lt;/span&gt;de nossa missão enquanto seres humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Por força do caminho que escolhi para trilhar, que por sinal é &lt;span style="color:black;"&gt;repleto de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Amor e Luz&lt;/span&gt;, nas últimas três semanas estive envolvida em congressos e seminários, que &lt;span style="color:green;"&gt;Literalmente&lt;/span&gt; me levaram a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color:lime;"&gt;Ler, Pensar e escrever&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Graças e estes congressos e seminários voltados às áreas de Língua e Literatura, tive o &lt;span style="color:blue;"&gt;Supérfluo e Oportuno&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;Instant Karma&lt;/span&gt;, mas logo percebi que de supérfluo nada tinha, pois o Karma é próprio de cada um. Sendo assim, o &lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Desassossego &lt;/span&gt;em nada ajudaria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ultrapassei&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;este “Portal” como se estivesse entrando na &lt;span style="color:fuchsia;"&gt;Toca do Coelho&lt;/span&gt;, pois sabia que de lá tão cedo não voltaria, embora essa toca, neste momento, fosse o lugar mais adequado para minhas &lt;span style="color:purple;"&gt;Epyphanias&lt;/span&gt;. Entretanto, senti os &lt;span style="color:olive;"&gt;Instintos da Pele&lt;/span&gt; me conduzindo para um mundo especial de &lt;span style="color:teal;"&gt;Letras e Vozes&lt;/span&gt;. Em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cada palestra proferida e cursos ministrados, a importância das palavras se tornava mais evidente e acabei descobrindo em mim uma verdadeira &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Therezinhateca&lt;/span&gt; (mulher em busca de palavras).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesta toca, digo congresso, estive em contato com umas das mais expressivas escritoras portuguesas, da atualidade: Maria Tereza Horta, cuja sensibilidade e simplicidade me tocaram profundamente. Suas palavras brotavam como flores que semeavam o solo, surgindo ali um verdadeiro jardim, que resolvi chamá-lo de &lt;span style="color:blue;"&gt;Floraletras&lt;/span&gt;, onde &lt;span style="color:fuchsia;"&gt;Libélula&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;dançava e sorria, esquecendo-se, inclusive, de quão curta é sua existência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:aqua;"&gt;Andando e Letrando&lt;/span&gt; por esse mundo fantástico de &lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;Aprendiz de Escritor&lt;/span&gt;, encontrei caída no chão uma pequena moeda: &lt;span style="color: rgb(153, 204, 0);"&gt;Reverso-Inverso&lt;/span&gt;. Olhei-a fixamente, joguei-a pra cima e ao cair, ela me conduziu magicamente para 1958. Lá estava o Luiz sentado numa varanda, tendo ao seu lado  um amigo, editor, que lhe mostrava a última edição do jornal &lt;span style="color: rgb(0, 204, 255);"&gt;Blorufa&lt;/span&gt; ou Palufa, não sei ao certo. Mas era certo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que riam muito, pois eram notícias de humor e  o  anunciava, para o próximo número, o achamento de &lt;span style="color: rgb(153, 204, 255);"&gt;Luiz.soares 1958&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao sair da toca, o mínimo que tinha a fazer era me desculpar com meus colegas e professores pelo longo período ausente e a maneira que encontrei foi por meio deste "pedido de desculpas coletivo." &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-9131477906714193072?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/9131477906714193072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=9131477906714193072' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/9131477906714193072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/9131477906714193072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/05/desabafos-e-reflexes.html' title='Desabafos e Reflexões'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-466776592653195317</id><published>2008-04-22T13:55:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T14:02:39.917-07:00</updated><title type='text'>TAMBOR</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tambor de chamamento!&lt;br /&gt;Símbolo sagrado&lt;br /&gt;Como o vinho e o pão&lt;br /&gt;Também é instrumento&lt;br /&gt;De luta e intimidação&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tambor, visão lendária&lt;br /&gt;De som primordial&lt;br /&gt;Marcador de sentido&lt;br /&gt;De ritmo universal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;O tambor desse poema&lt;br /&gt;Ecoa no vazio&lt;br /&gt;Leva como emblema&lt;br /&gt;A bandeira do Brasil&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;O som desse tambor&lt;br /&gt;É o grito do povo&lt;br /&gt;Que clama com razão&lt;br /&gt;Por um sentido novo&lt;br /&gt;De Ética e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Educação &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;O som desse tambor&lt;br /&gt;É o símbolo sagrado&lt;br /&gt;De um grito sufocado&lt;br /&gt;Do direito seqüestrado&lt;br /&gt;De um povo enganado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;O som desse tambor&lt;br /&gt;É um chamamento&lt;br /&gt;De respeito ao cidadão&lt;br /&gt;E... dignidade pra&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nação&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Autor:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Lu Faria dos Anjos&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-466776592653195317?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/466776592653195317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=466776592653195317' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/466776592653195317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/466776592653195317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/tambor.html' title='TAMBOR'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-2759183522277704210</id><published>2008-04-22T13:27:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T13:51:45.046-07:00</updated><title type='text'>Conselho de Lya Luft</title><content type='html'>&lt;p style="margin-right: 36pt; margin-left: 36pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Conselho de Lya Luft&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-right: 36pt; margin-left: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;" &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-right: 36pt; margin-left: 36pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;" &gt;"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não  sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;    &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ontem fiquei extremamente aliviada ao ouvir uma entrevista de Lya Luft para a Globo News.  Questionada a respeito de sua assiduidade em escrever seus textos, ela respondeu : “tenho um enorme respeito pelo meu leitor;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ele conhece cada segundo de meu estado de espírito; reconhece meu humor em cada texto que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;publico”. O leitor é meu confessor, meu cúmplice e em nome desta relação de fidelidade, sinto-me no dever de escrever somente quando tenho algo muito importante para trocar com ele”. E prosseguindo a entrevista ela declara mais adiante, que prefere ficar dias sem escrever, a publicar um texto fabricado. Isso, entretanto, é uma posição da escritora, o que “não quer dizer que outros autores não possam ter criações mais constantes”.Confessa ainda, uma certa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;preocupação com o enorme número de publicações lançadas no mercado literário ultimamente, na maioria das vezes, sem nenhuma qualidade. Em resumo,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;segundo Lya Luft, escritores existem, mas devem ser lapidados e devem buscar a alma do leitor! (grifo meu).Esta declaração me deixou duplamente confiante. Por um lado, o professor Perissé está nos lapidando e nos ensinando os caminhos para buscar a alma do leitor e por outro lado, não precisamos nos sentir culpados por passarmos um dia sem escrever!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;   Pensando bem!&lt;span style=""&gt; ... &lt;/span&gt;Ela pode se dar ao luxo de não escrever por alguns dias. Afinal sua produção certamente não encontraria espaço suficiente para ser publicada de uma só vez, não é mesmo?(rsrsrs) &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;...Continuemos nossa produção diária!   Um dia chegaremos lá!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;    Tentarei  ser: nem frágil e nem vigorosa...mas verdadeira!&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-2759183522277704210?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/2759183522277704210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=2759183522277704210' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/2759183522277704210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/2759183522277704210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/conselho-de-lya-luft.html' title='Conselho de Lya Luft'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-1586247650741401693</id><published>2008-04-18T06:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-18T06:07:59.394-07:00</updated><title type='text'>NOVIDADE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;ESDC- Curso de Formação de Escritores : Exercício de Avaliação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Desmembrar a palavra NOVIDADE e construir o maior número de palavras derivadas dela. Por exemplo; ave, neve, dia , idade, novo, Nívea, onda etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Construir uma poesia apenas com as palavras derivadas, sem entretanto, acrescentar qualquer outra letra que não faça parte da referida palavra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A ave voa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Aonde?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Na névoa,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na neve!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Invade o nada,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Nada na onda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ávida, vive a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Dádiva divina!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Divide o dia .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Não vive em vão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vinda do ovo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Do nada!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Diva, nívea&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Divina! Viva!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ave da vaidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ave da vida !&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ovo! Ave!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ovo! Vida!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O desmembramento é a implosão, o fracionamento de uma palavra em várias outras. Ou ainda, o reordenamento das letras formando novas palavras, como o que foi feito com Novidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Autor: Lu Faria dos Anjos&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;18/04/08&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-1586247650741401693?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/1586247650741401693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=1586247650741401693' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1586247650741401693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1586247650741401693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/novidade.html' title='NOVIDADE'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-5253983368243571008</id><published>2008-04-17T12:28:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T12:33:59.173-07:00</updated><title type='text'>A IGREJA DO DIABO</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Machado de Assis&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;A IGREJA DO DIABO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;CAPÍTULO I &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;DE UMA IDÉIA MIRÍFICA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a idéia de fundar uma igreja. Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia-se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem cânones, sem ritual, sem nada. Vivia, por assim dizer, dos remanescentes divinos, dos descuidos e obséquios humanos. Nada fixo, nada regular. Por que não teria ele a sua igreja? Uma igreja do Diabo era o meio eficaz de combater as outras religiões, e destruí-las de uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Vá, pois, uma igreja, concluiu ele. Escritura contra Escritura, breviário contra breviário. Terei a minha missa, com vinho e pão à farta, as minhas prédicas, bulas, novenas e todo o demais aparelho eclesiástico. O meu credo será o núcleo universal dos espíritos, a minha igreja uma tenda de Abraão. E depois, enquanto as outras religiões se combatem e se dividem, a minha igreja será única; não acharei diante de mim, nem Maomé, nem Lutero. Há muitos modos de afirmar; há só um de negar tudo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Dizendo isto, o Diabo sacudiu a cabeça e estendeu os braços, com um gesto magnífico e varonil. Em seguida, lembrou-se de ir ter com Deus para comunicar-lhe a idéia, e desafiá-lo; levantou os olhos, acesos de ódio, ásperos de vingança, e disse consigo: - Vamos, é tempo. E rápido, batendo as asas, com tal estrondo que abalou todas as províncias do abismo, arrancou da sombra para o infinito azul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;ENTRE DEUS E O DIABO&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Deus recolhia um ancião, quando o Diabo chegou ao céu. Os serafins que engrinaldavam o recém-chegado, detiveram-no logo, e o Diabo deixou-se estar à entrada com os olhos no Senhor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Que me queres tu? perguntou este.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Não venho pelo vosso servo Fausto, respondeu o Diabo rindo, mas por todos os Faustos do século e dos séculos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Explica-te.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Senhor, a explicação é fácil; mas permiti que vos diga: recolhei primeiro esse bom velho; dai-lhe o melhor lugar, mandai que as mais afinadas cítaras e alaúdes o recebam com os mais divinos coros...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Sabes o que ele fez? perguntou o Senhor, com os olhos cheios de doçura. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Não, mas provavelmente é dos últimos que virão ter convosco. Não tarda muito que o céu fique semelhante a uma casa vazia, por causa do preço, que é alto. Vou edificar uma hospedaria barata; em duas palavras, vou fundar uma igreja. Estou cansado da minha desorganização, do meu reinado casual e adventício. É tempo de obter a vitória final e completa. E então vim dizer-vos isto, com lealdade, para que me não acuseis de dissimulação... Boa idéia, não vos parece? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Vieste dizê-la, não legitimá-la, advertiu o Senhor, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Tendes razão, acudiu o Diabo; mas o amor-próprio gosta de ouvir o aplauso dos mestres. Verdade é que neste caso seria o aplauso de um mestre vencido, e uma tal exigência... Senhor, desço à terra; vou lançar a minha pedra fundamental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Vai&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Quereis que venha anunciar-vos o remate da obra? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Não é preciso; basta que me digas desde já por que motivo, cansado há tanto da tua desorganização, só agora pensaste em fundar uma igreja?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;O Diabo sorriu com certo ar de escárnio e triunfo. Tinha alguma idéia cruel no espírito, algum reparo picante no alforje da memória, qualquer coisa que, nesse breve instante da eternidade, o fazia crer superior ao próprio Deus. Mas recolheu o riso, e disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Só agora concluí uma observação, começada desde alguns séculos, e é que as virtudes, filhas do céu, são em grande número comparáveis a rainhas, cujo manto de veludo rematasse em franjas de algodão. Ora, eu proponho-me a puxá-las por essa franja, e trazê- las todas para minha igreja; atrás delas virão as de seda pura... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Velho retórico! murmurou o Senhor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Olhai bem. Muitos corpos que ajoelham aos vossos pés, nos templos do mundo, trazem as anquinhas da sala e da rua, os rostos tingem-se do mesmo pó, os lenços cheiram aos mesmos cheiros, as pupilas centelham de curiosidade e devoção entre o livro santo e o bigode do pecado. Vede o ardor, - a indiferença, ao menos, - com que esse cavalheiro põe em letras públicas os benefícios que liberalmente espalha, - ou sejam roupas ou botas, ou moedas, ou quaisquer dessas matérias necessárias à vida... Mas não quero parecer que me detenho em coisas miúdas; não falo, por exemplo, da placidez com que este juiz de irmandade, nas procissões, carrega piedosamente ao peito o vosso amor e uma comenda... Vou a negócios mais altos... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Nisto os serafins agitaram as asas pesadas de fastio e sono. Miguel e Gabriel fitaram no Senhor um olhar de súplica, Deus interrompeu o Diabo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Tu és vulgar, que é o pior que pode acontecer a um espírito da tua espécie, replicou-lhe o Senhor. Tudo o que dizes ou digas está dito e redito pelos moralistas do mundo. É assunto gasto; e se não tens força, nem originalidade para renovar um assunto gasto, melhor é que te cales e te retires. Olha; todas as minhas legiões mostram no rosto os sinais vivos do tédio que lhes dás. Esse mesmo ancião parece enjoado; e sabes tu o que ele fez? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Já vos disse que não. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Depois de uma vida honesta, teve uma morte sublime. Colhido em um naufrágio, ia salvar-se numa tábua; mas viu um casal de noivos, na flor da vida, que se debatiam já com a morte; deu-lhes a tábua de salvação e mergulhou na eternidade. Nenhum público: a água e o céu por cima. Onde achas aí a franja de algodão? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Senhor, eu sou, como sabeis, o espírito que nega.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Negas esta morte? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Nego tudo. A misantropia pode tomar aspecto de caridade; deixar a vida aos outros, para um misantropo, é realmente aborrecê-los...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Retórico e sutil! exclamou o Senhor. Vai; vai, funda a tua igreja; chama todas as virtudes, recolhe todas as franjas, convoca todos os homens... Mas, vai! vai! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Debalde o Diabo tentou proferir alguma coisa mais. Deus impusera-lhe silêncio; os serafins, a um sinal divino, encheram o céu com as harmonias de seus cânticos. O Diabo sentiu, de repente, que se achava no ar; dobrou as asas, e, como um raio, caiu na terra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Ill&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;A BOA NOVA AOS HOMENS&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Uma vez na terra, o Diabo não perdeu um minuto. Deu-se pressa em enfiar a cogula beneditina, como hábito de boa fama, e entrou a espalhar uma doutrina nova e extraordinária, com uma voz que reboava nas entranhas do século. Ele prometia aos seus discípulos e fiéis as delícias da terra, todas as glórias, os deleites mais íntimos. Confessava que era o Diabo; mas confessava-o para retificar a noção que os homens tinham dele e desmentir as histórias que a seu respeito contavam as velhas beatas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Sim, sou o Diabo, repetia ele; não o Diabo das noites sulfúreas, dos contos soníferos, terror das crianças, mas o Diabo verdadeiro e único, o próprio gênio da natureza, a que se deu aquele nome para arredá-lo do coração dos homens. Vede-me gentil a airoso. Sou o vosso verdadeiro pai. Vamos lá: tomai daquele nome, inventado para meu desdouro, fazei dele um troféu e um lábaro, e eu vos darei tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Era assim que falava, a princípio, para excitar o entusiasmo, espertar os indiferentes, congregar, em suma, as multidões ao pé de si. E elas vieram; e logo que vieram, o Diabo passou a definir a doutrina. A doutrina era a que podia ser na boca de um espírito de negação. Isso quanto à substância, porque, acerca da forma, era umas vezes sutil, outras cínica e deslavada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Clamava ele que as virtudes aceitas deviam ser substituídas por outras, que eram as naturais e legítimas. A soberba, a luxúria, a preguiça foram reabilitadas, e assim também a avareza, que declarou não ser mais do que a mãe da economia, com a diferença que a mãe era robusta, e a filha uma esgalgada. A ira tinha a melhor defesa na existência de Homero; sem o furor de Aquiles, não haveria a Ilíada: "Musa, canta a cólera de Aquiles, filho de Peleu"... O mesmo disse da gula, que produziu as melhores páginas de Rabelais, e muitos bons versos do Hissope; virtude tão superior, que ninguém se lembra das batalhas de Luculo, mas das suas ceias; foi a gula que realmente o fez imortal. Mas, ainda pondo de lado essas razões de ordem literária ou histórica, para só mostrar o valor intrínseco daquela virtude, quem negaria que era muito melhor sentir na boca e no ventre os bons manjares, em grande cópia, do que os maus bocados, ou a saliva do jejum? Pela sua parte o Diabo prometia substituir a vinha do Senhor, expressão metafórica, pela vinha do Diabo, locução direta e verdadeira, pois não faltaria nunca aos seus com o fruto das mais belas cepas do mundo. Quanto à inveja, pregou friamente que era a virtude principal, origem de prosperidades infinitas; virtude preciosa, que chegava a suprir todas as outras, e ao próprio talento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;As turbas corriam atrás dele entusiasmadas. O Diabo incutia-lhes, a grandes golpes de eloqüência, toda a nova ordem de coisas, trocando a noção delas, fazendo amar as perversas e detestar as sãs. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Nada mais curioso, por exemplo, do que a definição que ele dava da fraude. Chamava-lhe o braço esquerdo do homem; o braço direito era a força; e concluía: muitos homens são canhotos, eis tudo. Ora, ele não exigia que todos fossem canhotos; não era exclusivista. Que uns fossem canhotos, outros destros; aceitava a todos, menos os que não fossem nada. A demonstração, porém, mais rigorosa e profunda, foi a da venalidade. Um casuísta do tempo chegou a confessar que era um monumento de lógica. A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais do que tuas, porque são a tua própria consciência, isto é, tu mesmo? Negá-lo é cair no obscuro e no contraditório. Pois não há mulheres que vendem os cabelos? não pode um homem vender uma parte do seu sangue para transfundi-lo a outro homem anêmico? e o sangue e os cabelos, partes físicas, terão um privilégio que se nega ao caráter, à porção moral do homem? Demonstrando assim o princípio, o Diabo não se demorou em expor as vantagens de ordem temporal ou pecuniária; depois, mostrou ainda que, à vista do preconceito social, conviria dissimular o exercício de um direito tão legítimo, o que era exercer ao mesmo tempo a venalidade e a hipocrisia, isto é, merecer duplicadamente. E descia, e subia, examinava tudo, retificava tudo. Está claro que combateu o perdão das injúrias e outras máximas de brandura e cordialidade. Não proibiu formalmente a calúnia gratuita, mas induziu a exercê-la mediante retribuição, ou pecuniária, ou de outra espécie; nos casos, porém, em que ela fosse uma expansão imperiosa da força imaginativa, e nada mais, proibia receber nenhum salário, pois equivalia a fazer pagar a transpiração. Todas as formas de respeito foram condenadas por ele, como elementos possíveis de um certo decoro social e pessoal; salva, todavia, a única exceção do interesse. Mas essa mesma exceção foi logo eliminada, pela consideração de que o interesse, convertendo o respeito em simples adulação, era este o sentimento aplicado e não aquele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Para rematar a obra, entendeu o Diabo que lhe cumpria cortar por toda a solidariedade humana. Com efeito, o amor do próximo era um obstáculo grave à nova instituição. Ele mostrou que essa regra era uma simples invenção de parasitas e negociantes insolváveis; não se devia dar ao próximo senão indiferença; em alguns casos, ódio ou desprezo. Chegou mesmo à demonstração de que a noção de próximo era errada, e citava esta frase de um padre de Nápoles, aquele fino e letrado Galiani, que escrevia a uma das marquesas do antigo regímen: "Leve a breca o próximo! Não há próximo!" A única hipótese em que ele permitia amar ao próximo era quando se tratasse de amar as damas alheias, porque essa espécie de amor tinha a particularidade de não ser outra coisa mais do que o amor do indivíduo a si mesmo. E como alguns discípulos achassem que uma tal explicação, por metafísica, escapava à compreensão das turbas, o Diabo recorreu a um apólogo: - Cem pessoas tomam ações de um banco, para as operações comuns; mas cada acionista não cuida realmente senão nos seus dividendos: é o que acontece aos adúlteros. Este apólogo foi incluído no livro da sabedoria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;FRANJAS E FRANJAS&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;A previsão do Diabo verificou-se. Todas as virtudes cuja capa de veludo acabava em franja de algodão, uma vez puxadas pela franja, deitavam a capa às urtigas e vinham alistar-se na igreja nova. Atrás foram chegando as outras, e o tempo abençoou a instituição. A igreja fundara-se; a doutrina propagava-se; não havia uma região do globo que não a conhecesse, uma língua que não a traduzisse, uma raça que não a amasse. O Diabo alçou brados de triunfo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Um dia, porém, longos anos depois, notou o Diabo que muitos dos seus fiéis, às escondidas, praticavam as antigas virtudes. Não as praticavam todas, nem integralmente, mas algumas, por partes, e, como digo, às ocultas. Certos glutões recolhiam-se a comer frugalmente três ou quatro vezes por ano, justamente em dias de preceito católico; muitos avaros davam esmolas, à noite, ou nas ruas mal povoadas; vários dilapidadores do erário restituíam-lhe pequenas quantias; os fraudulentos falavam, uma ou outra vez, com o coração nas mãos, mas com o mesmo rosto dissimulado, para fazer crer que estavam embaçando os outros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;A descoberta assombrou o Diabo. Meteu-se a conhecer mais diretamente o mal, e viu que lavrava muito. Alguns casos eram até incompreensíveis, como o de um droguista do Levante, que envenenara longamente uma geração inteira, e, com o produto das drogas socorria os filhos das vítimas. No Cairo achou um perfeito ladrão de camelos, que tapava a cara para ir às mesquitas. O Diabo deu com ele à entrada de uma, lançou-lhe em rosto o procedimento; ele negou, dizendo que ia ali roubar o camelo de um drogomano; roubou-o, com efeito, à vista do Diabo e foi dá-lo de presente a um muezim, que rezou por ele a Alá. O manuscrito beneditino cita muitas outra descobertas extraordinárias, entre elas esta, que desorientou completamente o Diabo. Um dos seus melhores apóstolos era um calabrês, varão de cinqüenta anos, insigne falsificador de documentos, que possuía uma bela casa na campanha romana, telas, estátuas, biblioteca, etc. Era a fraude em pessoa; chegava a meter-se na cama para não confessar que estava são. Pois esse homem, não só não furtava ao jogo, como ainda dava gratificações aos criados. Tendo angariado a amizade de um cônego, ia todas as semanas confessar-se com ele, numa capela solitária; e, conquanto não lhe desvendasse nenhuma das suas ações secretas, benzia-se duas vezes, ao ajoelhar-se, e ao levantar-se. O Diabo mal pôde crer tamanha aleivosia. Mas não havia duvidar; o caso era verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Não se deteve um instante. O pasmo não lhe deu tempo de refletir, comparar e concluir do espetáculo presente alguma coisa análoga ao passado. Voou de novo ao céu, trêmulo de raiva, ansioso de conhecer a causa secreta de tão singular fenômeno. Deus ouviu-o com infinita complacência; não o interrompeu, não o repreendeu, não triunfou, sequer, daquela agonia satânica. Pôs os olhos nele, e disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;- Que queres tu, meu pobre Diabo? As capas de algodão têm agora franjas de seda, como as de veludo tiveram franjas de algodão. Que queres tu? É a eterna contradição humana. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Fonte: Contos Consagrados - Machado de Assis - Coleção Prestigio - Ediouro - s/d.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-5253983368243571008?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/5253983368243571008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=5253983368243571008' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/5253983368243571008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/5253983368243571008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/igreja-do-diabo.html' title='A IGREJA DO DIABO'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-8167642459912561162</id><published>2008-04-17T11:34:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T12:25:03.717-07:00</updated><title type='text'>Perder é ganhar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ESDC -Curso de Formação de Escritores:&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Exercício de Avaliação&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Perder é ganhar&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quando vim ao mundo,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a família que me acolheu recebeu também um manual de instrução que dizia:”É missão desta família, alimentar, vestir, abrigar, instruir, educar e acima de tudo dar muito amor” a esta criança . Depois disso, deverão entregá-la ao mundo novamente, para que ela também possa colocar em prática esse aprendizado”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Após alguns anos tomei conhecimento do autor desse manual. Era Deus!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A partir daí, todas as minhas decisões eram norteadas por esse manual. Às vezes eu não entendia , cometia erros, mas voltava às instruções iniciais e tudo se acertava. Certo dia me deparei com uma grande falha naquele manual. Ele não mencionava perdas e foi exatamente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;esse motivo que me levou a consultá-lo, mais uma vez. Nessa ocasião, o principal&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;membro da família, devido a alguns problemas de saúde, foi submetido à uma amputação. Pela primeira vez fiquei decepcionada com as palavras, pois naquele manual não constava uma única palavra que pudesse dar a real dimensão do que era uma “perda”. Aquela pessoa que me levava a todos os lugares, que me ensinava todos os caminhos, agora estava impossibilitada de exercer a faculdade de ir e vir , uma vez que havia perdido uma das pernas. Não... não tinha sido ela somente a conviver com a perda, todos que estavam a sua volta - cada um à sua maneira - também sofreram uma perda. Era difícil aceitar. Voltei ao manual, procurei novamente, olhei para todas as palavras buscando a alma de cada uma delas. Achei! Estava lá, contida numa outra: o Amor!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Esse amor amplo, incondicional que abarca na maioria das vezes sentimentos tão opostos, mas que nem por isso deixa de ser amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Percebi então, que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;perder é ganhar! Quando perdemos, ganhamos uma visão mais ampla de mundo, reavaliamos nossos sentimentos, buscamos forças para recuperar e crescer novamente e acima de tudo; reconhecer o valor daquilo que ficou. E o Amor?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ah! Esse é o que realmente move o mundo. Nele estão contidos todos os sentimentos humanos, pois até o ódio é nutrido pelo amor e cabe ao homem ter discernimento de fazer a escolha certa. E aí sim, somente nesse caso, a perda do Amor em detrimento ao ódio, será o fim da&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;existência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pensei em presentear alguns amigos com este manual, mas descobri que não se encontra à venda, pois ele já está gravado em cada ser humano. Basta consultá-lo. O acesso às consultas é ilimitado!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Autor: Lu Faria dos Anjos&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;17/04/08&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-8167642459912561162?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/8167642459912561162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=8167642459912561162' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/8167642459912561162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/8167642459912561162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/perder-ganhar.html' title='Perder é ganhar'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-8837416820597961594</id><published>2008-04-15T04:15:00.000-07:00</published><updated>2008-04-15T04:30:00.934-07:00</updated><title type='text'>Operação Pasárgada</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O TRF (Tribunal Regional Federal) decidiu soltar todos os envolvidos na operação da Polícia Federal, que na última quarta-feira (9) &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u390645.shtml"&gt;prendeu 52 pessoas&lt;/a&gt; em Minas Gerais, na Bahia e no Distrito Federal, por suspeitas de desvio ilegal de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), repassados pela União. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 200 milhões, em três anos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entre os detidos na Operação Pasárgada, como foi batizada pela PF, há 16 prefeitos (14 de MG, um deles afastado do cargo, e dois da BA), quatro procuradores municipais, nove advogados, um gerente da Caixa Econômica Federal e até um juiz federal de Belo Horizonte, além de mais quatro servidores do Judiciário. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Segundo divulgou o TRF, a Corte Especial do Tribunal "decidiu, na noite de ontem (11), em agravo regimental, que o Corregedor-Geral da Justiça Federal de 1º Grau da 1ª Região não tem competência para decretar, em decisão monocrática, a prisão dos investigados, uma vez que sua atuação é meramente administrativa, não alcançando medidas judiciais restritivas de direitos". &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com a decisão, ao recurso de um magistrado preso na operação da Polícia Federal, foi revogada a prisão de todos os presos na operação Pasárgada. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A PF manteve sob sigilo os nomes de todos os envolvidos, mas o cumprimento dos cem mandados de busca e apreensão da operação acabou revelando os nomes de alguns suspeitos. Foram os casos, por exemplo, dos prefeitos das cidades-pólo mineiras de Juiz de Fora, Carlos Alberto Bejani (PTB), e de Divinópolis, Demetrius Pereira (PSC). &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A maioria dos suspeitos foi presa em casa, já que às 6h os agentes da PF estavam nas ruas cumprindo os mandados judiciais. No total, houve apreensão de R$ 1,3 milhão, US$ 20 mil, 38 veículos e dois aviões, além do seqüestro de "vários imóveis". &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Esquema&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O esquema investigado há oito meses envolve prefeituras que têm dívidas com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os municípios têm 6% do repasse mensal do FPM retidos para ser abatido no débito com o órgão da União. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Contatadas por lobistas, as prefeituras contratavam sem licitação um escritório de advocacia, que entrava com mandado de segurança na Justiça Federal alegando que o INSS estava retendo valores superiores aos 6% --o que não era verdade. Se o percentual alegado fosse 9%, o juiz determinava a liberação dos 3% excedentes. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O dinheiro era usado para pagar a todos os envolvidos no esquema. No caso do juiz, segundo a PF, havia venda de sentenças e suspeita de distribuição irregular de processos. Ele recebia "em dinheiro vivo mesmo, isso está comprovado", segundo o delegado Mário Alexandre Aguiar, coordenador da operação. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os lobistas também contatavam os magistrados, e servidores da Justiça remetiam os processos sempre para as mesmas varas: "O lobista oferecia a esses juízes vantagens indevidas para que eles concedessem as sentenças. As ações eram distribuídas em duas varas de forma fraudulenta", disse Aguiar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um gerente da Caixa Econômica Federal em Belo Horizonte, sócio de um dos principais lobistas, era o "elo" entre o Judiciário e os advogados. Segundo a PF, seria ele o responsável por fraudar documentos. Ele foi o único que teve a prisão preventiva decretada (30 dias). Todos os outros foram presos temporariamente (cinco dias).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Curso de Formação de Escritores:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Exercício de avaliação&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para entender&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a Operação Pasárgada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;PF , que tal consultarmos Bandeira e refletirmos a bandeira?&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt; font-family: Arial; color: rgb(186, 35, 27);"&gt;Vou-me Embora pra Pasárgada&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou-me embora pra Pasárgada&lt;br /&gt;Lá sou amigo do rei&lt;br /&gt;Lá tenho a mulher que eu quero&lt;br /&gt;Na cama que escolherei&lt;br /&gt;Vou-me embora pra Pasárgada&lt;/p&gt;                                          &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora pra Pasárgada&lt;br /&gt;Aqui eu não sou feliz&lt;br /&gt;Lá a existência é uma aventura&lt;br /&gt;De tal modo inconseqüente&lt;br /&gt;Que Joana a Louca de Espanha&lt;br /&gt;Rainha e falsa demente&lt;br /&gt;Vem a ser contraparente&lt;br /&gt;Da nora que nunca tive&lt;br /&gt;E como farei ginástica&lt;br /&gt;Andarei de bicicleta&lt;br /&gt;Montarei em burro brabo&lt;br /&gt;Subirei no pau-de-sebo&lt;br /&gt;Tomarei banhos de mar!&lt;br /&gt;E quando estiver cansado&lt;br /&gt;Deito na beira do rio&lt;br /&gt;Mando chamar a mãe-d'água&lt;br /&gt;Pra me contar as histórias&lt;br /&gt;Que no tempo de eu menino&lt;br /&gt;Rosa vinha me contar&lt;br /&gt;Vou-me embora pra Pasárgada&lt;/p&gt;                                    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora pra Pasárgada&lt;br /&gt;Em Pasárgada tem tudo&lt;br /&gt;É outra civilização&lt;br /&gt;Tem um processo seguro&lt;br /&gt;De impedir a concepção&lt;br /&gt;Tem telefone automático&lt;br /&gt;Tem alcalóide à vontade&lt;br /&gt;Tem prostitutas bonitas&lt;br /&gt;Para a gente namorar&lt;br /&gt;E quando eu estiver mais triste&lt;br /&gt;Mas triste de não ter jeito&lt;br /&gt;Quando de noite me der&lt;br /&gt;Vontade de me matar&lt;br /&gt;— Lá sou amigo do rei —&lt;br /&gt;Terei a mulher que eu quero&lt;br /&gt;Na cama que escolherei&lt;br /&gt;Vou-me embora pra Pasárgada.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Manuel Bandeira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt; color: rgb(153, 51, 0); font-weight: normal;"&gt;Parafraseando Bandeira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou-me embora pra,BA, DF e MG&lt;br /&gt;Lá sou amigo do rei&lt;br /&gt;Lá tenho a mulher que eu quero&lt;br /&gt;Na cama que escolherei&lt;br /&gt;Vou-me embora pra BA, DF e MG&lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou-me embora pra BA, DF e MG&lt;br /&gt;Aqui eu não sou feliz&lt;br /&gt;Lá a existência é uma aventura&lt;br /&gt;De tal modo inconseqüente&lt;br /&gt;Que toda vez que me ausentar&lt;br /&gt;Fica o vice ou seu suplente&lt;br /&gt;Pode ser até um parente&lt;br /&gt;Ou um neto que nunca tive&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então farei ginástica&lt;br /&gt;Andarei de avião&lt;br /&gt;Montarei em puro-sangue&lt;br /&gt;Subirei nos palanques&lt;br /&gt;Para o povo me aclamar&lt;br /&gt;E quando estiver cansado&lt;br /&gt;Arrumarei um pretexto&lt;br /&gt;Para poder viajar&lt;br /&gt;Pra eu viver as histórias&lt;br /&gt;Que no tempo de eu menino&lt;br /&gt;Não podia imaginar&lt;br /&gt;Vou-me embora pra BA, DF e MG&lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Vou-me embora pra&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;BA, DF e MG&lt;br /&gt;Em BA, DF e MG&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tem tudo&lt;br /&gt;É outra civilização&lt;br /&gt;Tem um processo seguro&lt;br /&gt;De não impedir a corrupção&lt;br /&gt;Tem telefone restrito&lt;br /&gt;Tem alcalóide à vontade&lt;br /&gt;Tem prostitutas bonitas&lt;br /&gt;Para a gente namorar&lt;br /&gt;E quando eu estiver mais triste&lt;br /&gt;Mas triste de não ter jeito&lt;br /&gt;Quando de noite me der&lt;br /&gt;Vontade de me matar&lt;br /&gt;— Lá sou amigo do rei —&lt;br /&gt;Terei a mulher que eu quero&lt;br /&gt;Na cama que escolherei&lt;br /&gt;Vou-me embora pra BA, DF e MG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Autor: Lu Faria&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                              &lt;/span&gt;15/04/08&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-8837416820597961594?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/8837416820597961594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=8837416820597961594' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/8837416820597961594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/8837416820597961594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/operao-pasrgada.html' title='Operação Pasárgada'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-4963300051699436817</id><published>2008-04-14T12:37:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T12:46:25.953-07:00</updated><title type='text'>O som do Silêncio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Curso de Formação de Escritores:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Exercício de avaliação &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Som do Silêncio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pssssiu.......&lt;br /&gt;Eu ouço o som&lt;br /&gt;Do silêncio sagrado&lt;br /&gt;Do segredo selado&lt;br /&gt;Subindo ao céu&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;Sorrindo e sonhando&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;Sentindo o sonho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Selando o segredo&lt;br /&gt;Seguindo o sagrado som&lt;br /&gt;Do silêncio que eu ouço&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Lu Faria dos Anjos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-4963300051699436817?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/4963300051699436817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=4963300051699436817' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/4963300051699436817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/4963300051699436817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/o-som-do-silncio.html' title='O som do Silêncio'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-1603665056597606762</id><published>2008-04-14T12:00:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T12:09:01.201-07:00</updated><title type='text'>Panela de pipoca</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Panela de pipoca&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Jamais poderia imaginar que uma panela, a estourar pipocas, pudesse levar o inconsciente para um mundo onírico, tão almejado e ao mesmo tempo tão inesperado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É isso mesmo que, pelo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;menos a mim, me parece o Curso de Formação de Escritores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com olhar de espectadora (por enquanto), fiquei buscando coragem para mergulhar nesta panela também. Acredito que o próprio estudo da teoria e da crítica literária- disciplinas obrigatórias da minha formação acadêmica- contribuíu e continua contribuindo para uma postura mais cautelosa, de não exposição. Contudo resolvi tomar a contramão dessa estrada e em lugar de teorizar e criticar, peço licença aos sábios escritores para penetrar no mundo da criação, seja ela de entretenimento ou de engajamento. Apesar das amarras impostas pelas teorias literárias, pretendo ser mais um grãozinho de milho dessa panela e me aliar aos outros “grãos-escritores”que certamente serão as&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;lanternas que mostrar-me-ão os caminhos a seguir. Que me perdoem os mais dotados de lirismo, mas escolhi o milho de pipoca como exemplo, pelo seu alto poder de concentração, que ao ser aquecido sofre tamanha&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;explosão, que faz emergir do seu interior a mais branca das essências; o melhor de seu conteúdo. É assim que eu vejo a alma de um escritor: pronta para explodir!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; Autor: Lu Faria dos Anjos&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-1603665056597606762?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/1603665056597606762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=1603665056597606762' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1603665056597606762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1603665056597606762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/panela-de-pipoca.html' title='Panela de pipoca'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-2105863093750720055</id><published>2008-04-13T17:06:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T17:20:31.387-07:00</updated><title type='text'>HAI  KAI</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;Poema de origem japonesa, o Hai Kai é escrito em apenas três versos.Tradicionalmente, tem ao todo dezessete sílabas assim distribuídas: 5 sílabas no primeiro verso, 7 no segundo e 5 no terceiro.O Hai-Kai&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;também traz uma alusão a uma das estações do ano (palavra estação), para , a partir daí, desenvolver o seu tema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com o passar do tempo, contudo, o Hai-Kai foi se transformando e perdendo o rigor formal (até mesmo no Japão) e passando a valorizar o poder da observação, a síntese, enfim, o “sabor” de Hai-Kai expresso em 3 versos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;OUTONO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;O vento leva a mágoa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E o perdão nasce                                           &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Na lágrima da chuva&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;Lu Faria&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-2105863093750720055?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/2105863093750720055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=2105863093750720055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/2105863093750720055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/2105863093750720055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/hai-kai.html' title='HAI  KAI'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-1619895966818302129</id><published>2008-04-13T16:32:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T16:56:28.734-07:00</updated><title type='text'>Escrever um livro...</title><content type='html'>&lt;table style="width: 462pt;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="616"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="padding: 0cm; width: 145.5pt;" width="194"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Meio ambiente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0cm; width: 7.5pt;" width="10"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;    &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;    &lt;v:formulas&gt;     &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;     &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;     &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;     &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;     &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;     &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;     &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;     &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;     &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;     &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;     &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;     &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;    &lt;/v:formulas&gt;    &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;    &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt;   &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:7.5pt;"&gt;    &lt;v:imagedata src="file:///C:/DOCUME~1/Lucinda/CONFIG~1/Temp/msoclip1/01/clip_image001.png" href="http://www.terra.com.br/istoe/imagens/spacer.gif"&gt;   &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/Lucinda/CONFIG%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_image002.gif" shapes="_x0000_i1025" height="10" width="10" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0cm;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0cm; width: 107.25pt;" width="143"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;a href="javascript:%20AbreImprime('imprime66188.htm')"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1026" type="#_x0000_t75" alt="Imprimir" href="javascript:%20AbreImprime('imprime66188.htm')" style="'width:13.5pt;" button="t"&gt;    &lt;v:imagedata src="file:///C:/DOCUME~1/Lucinda/CONFIG~1/Temp/msoclip1/01/clip_image003.gif" href="http://www.terra.com.br/istoe/imagens/icone_imprimir.gif"&gt;   &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/Lucinda/CONFIG%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_image003.gif" alt="Imprimir" shapes="_x0000_i1026" border="0" height="17" width="18" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;  &lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1027" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:6.75pt;height:6.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:/DOCUME~1/Lucinda/CONFIG~1/Temp/msoclip1/01/clip_image004.gif" href="http://www.terra.com.br/istoe/imagens/BulletSeta4.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/Lucinda/CONFIG%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_image004.gif" shapes="_x0000_i1027" border="0" height="9" hspace="2" width="9" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quantas árvores você está DEVENDO?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Piloto troca combustível por árvore. Músico compra carbono. Funerária planta muda a cada enterro. Tudo para salvar a Terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Por Francisco Alves Filho Colaborou Luciana Sgarbi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;" class="textomateria"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: arial;"&gt;É preciso rever a antiga receita de realização pessoal que sugere a todo homem escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore – os dois primeiros itens continuam valendo, mas, para saldar nossa dívida ambiental com o planeta, semear apenas uma muda é atualmente quase nada. Essa constatação tem levado pessoas e empresas a uma eficaz iniciativa para amenizar o problema: é a chamada “neutralização”, que consiste em compensar a ação poluente do ser humano com o plantio de árvores, o mais equivalente possível à quantidade de dióxido de carbono (CO2) lançado na atmosfera – a vegetação absorve o carbono e a poluição é neutralizada. “Contribuímos para o aquecimento global quando usamos, por exemplo, materiais não degradáveis ou veículos movidos a combustível fóssil”, diz David Zee, professor de meio ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. &lt;strong&gt;Para se ter uma idéia, uma família que consome 400 watts de energia elétrica por mês, locomove-se de carro diariamente por 20 quilômetros e produz 800 gramas de lixo por dia, precisa plantar anualmente 12 árvores para equilibrar sua ação poluidora. &lt;/strong&gt;Um brasileiro vive em média 72 anos e, para compensar o CO2 emitido na atmosfera ao longo desse tempo, teria de reflorestar uma área equivalente a 2,5 campos de futebol (cerca de 19,5 mil m2). E você, já sabe quantas árvores está devendo?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;"&gt;“No ano passado coordenamos 20 projetos de neutralização de carbono. Em 2007 já chegamos a 100”, diz Eduardo Petit, sócio da empresa Max Ambiental. No início, apenas ativistas recorriam a esse expediente. O que se vê nos últimos tempos,  porém, é a determinação de grandes empresas, o entusiasmo de pequenos grupos e a adesão das chamadas pessoas comuns. Foi o que fizeram os cariocas Renato Barandier e Izabela Lentino, ambos arquitetos, que se casaram no dia 20 de outubro e decidirem neutralizar as sete toneladas de carbono emitidas na cerimônia. A mesma preocupação moveu o piloto de&lt;em&gt; stock car &lt;/em&gt;Allam Khodair, da equipe Boettger, responsável pelo plantio de 59 árvores para absorver o CO2 das três últimas provas da temporada. O conjunto de samba Jeito Moleque tornou-se o primeiro do País a fazer shows “neutros em carbono” e, através da ONG Inciativa Verde, plantou mais de 500 mudas em 2007. Os organizadores do Carnaval baiano já anunciaram que vão neutralizar o carbono emitido pelos trios elétricos em 2008, o Paraná Clube planeja fazer o mesmo com as partidas de seu time e os empresários do último TIM Festival plantaram mudas compensando o gasto de energia no evento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;"&gt;Cresce também a participação das empresas. Gigantes como a Bradesco Capitalização, Volkswagen e Petrobras, entre outros, começaram a cuidar para valer da natureza no ano passado. Mais: a Ipiranga investe R$ 6 milhões para compensar a poluição dos veículos e a HSBC Seguros lançou o Seguro Carbono Neutro com parte dos investimentos revertida para a preservação das florestas. “Estamos abertos à possibilidade de patrocinar o plantio”, diz Marcelo Teixeira, diretor executivo da seguradora. Mesmo as empresas médias estão agindo. A Tour House, agência de viagens corporativas, vai neutralizar o CO2 emitido nos deslocamentos aéreos. “O combate às emissões é exigência da sociedade”, diz o diretor comercial Mateus Passos. Vale a pergunta: esse plantio influi na diminuição do aquecimento ou apenas alivia as consciências?&lt;strong&gt; “A crescente participação das empresas e dos cidadãos pode pelo menos atenuar o problema”, diz Zee. Segundo Adauto Basílio, da Fundação SOS Mata Atlântica, os empresários não podem plantar pensando somente nos ganhos de imagem imediatos. “É preciso continuidade”, diz ele.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: arial;"&gt;Continuidade, perseverança e empenho são palavras-chave nesse caso. Dá trabalho, mas vale a pena. É preciso acompanhar o crescimento da planta, principalmente durante os primeiros dois anos, cortar o capim a sua volta e evitar pragas. A desvantagem de cultivar uma árvore solitária é que, ao morrer, ela também libera carbono – quando está ao lado de espécimes iguais esse efeito é neutralizado. “Seria ótimo se o cidadão conseguisse envolver a família ou os vizinhos para plantar em quantidade”, diz o biólogo Roberto Strumpf, da Iniciativa Verde. Ou seja: a melhor solução é participar de ações coletivas através de entidades especializadas em reflorestamento, porque aí a pessoa paga pelo plantio das árvores em locais adequados, pode acompanhar o momento em que a muda é colocada na terra e recebe um certificado. Antes mesmo de qualquer redução no aquecimento global, essa mobilização tem o benefício de criar um contingente comprometido com a&lt;/span&gt; preservação. Gente que para ser feliz pode fazer uma releitura da velha máxima: vale escrever um livro (de preferência em papel reciclado), vale ter um filho (e educá-lo para cuidar da natureza) e vale, sobretudo, plantar não uma mas várias árvores vida afora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-1619895966818302129?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/1619895966818302129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=1619895966818302129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1619895966818302129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/1619895966818302129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/escrever-um-livro.html' title='Escrever um livro...'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-3130998114113842922</id><published>2008-04-09T22:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-09T22:33:37.289-07:00</updated><title type='text'>À procura da felicidade</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial;" class="MsoBodyText3"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;              &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando penso na felicidade, o inevitável acontece. Devaneios tomam conta de minha razão e de minha inconsciência, instalando-se aí um agradável jogo de pique-esconde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Num tempo em que pessoas estão cada vez mais distantes – apesar da aproximação permitida pela tecnologia – meus devaneios seguem em direção da inconsciência e se deparam com um velho amigo – que na verdade sequer nos falamos – pois vivemos em dimensões diferentes. No entanto sua influência é o próprio ar que eu respiro. Nessa dimensão virtual, reconheço no velho amigo, uma incrível capacidade de mostrar-me o valor e a presença de Deus nas pequenas coisas da natureza, tais como o vento, a brisa, o paladar, o aroma, entre outras sensações. É uma &lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt; – com três personalidades diferentes – e contradizendo a condição de paganismo de uma delas, consegue perfeitamente transmitir o poder do pensamento em arrebanhar sensações, ensinando que: &lt;i&gt;”Pensar uma&lt;/i&gt; &lt;i&gt;flor é vê-la e cheirá-la, e “Comer um fruto é sentir-lhe o sabor”.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoBodyText3"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A razão, procurando a poesia, invade a Inconsciência em busca de sensações escondidas.E novamente,como num jogo de pique-esconde encontra o reino da palavra. Este por sua vez, parece estar aguardando a chegada de uma nova emoção. Juntos constroem verdadeiras histórias de conteúdo poético sem, no entanto, negligenciar realidades nem tanto poéticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Nos devaneios entre a Razão e a Inconsciência, esbarrei com os conselhos de minha Mãe-Poetisa ensinando a &lt;i&gt;“Arte de ser Feliz”,&lt;/i&gt; falando de pequenas felicidades certas que estão diante de cada janela. Entretanto é preciso aprender a olhar, para vê-las tão perto e reconhecê-las de imediato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meus devaneios são barcos cheios de palavras, cujos destinos são as portas para a razão e para a Inconsciência. A razão é o portão de minha casa, por onde deixo passar toda a realidade do mundo. E a Inconsciência é meu quarto de dormir, onde processo a realidade para abstrair dela alguma poesia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Autor: Lu Faria  (ESDC)&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                        &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-3130998114113842922?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/3130998114113842922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=3130998114113842922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/3130998114113842922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/3130998114113842922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/procura-da-felicidade.html' title='À procura da felicidade'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-8527178183403415776</id><published>2008-04-09T21:47:00.000-07:00</published><updated>2008-04-09T21:58:17.004-07:00</updated><title type='text'>Justificando a escolha do título: Libélulaviva</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Libélula&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Matéria publicada no Informativo n° 15 setembro/outubro de 1997&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Texto de Marcelo Szpilman*&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Poucos se dão conta de que também existem insetos ameaçados de extinção. A pequena divulgação sobre o assunto e a falta de informação de que os mesmos são tão importantes no equilíbrio ambiental quanto os outros animais, aliados à pouca simpatia que exercem nas pessoas em geral, faz com que poucos saibam da existência desses pequenos seres em perigo, como as borboletas, com 28 espécies ameaçadas, e as libélulas, que serão apresentadas nesta matéria, com cinco espécies ameaçadas e uma provavelmente extinta. Existem no Brasil mais de 1.200 das 5.000 espécies de libélula que povoam o mundo inteiro. Apesar das várias denominações vulgares, como lavadeira, cavalinho do diabo, pito, e canzil, seu nome mais comum, libélula, pode ter-se originado dos termos latinos, libellulus, o diminutivo de livro (liber), devido à semelhança de suas asas com um livro aberto, ou libella, que significa balança, e aí o movimento de suas asas, que oscilam levemente durante o vôo, daria respaldo a esta interpretação. Graças ao fantástico aparelhamento biológico que possui, uma libélula consegue planar, o que é impossível para a maioria dos insetos alados. Enquanto uma abelha vibra suas asas 4 vezes por segundo e muitos mosquitos imprimem até 8 batidas, a libélula bate suas asas 50 vezes por segundo. De acordo com a espécies, o tempo de vôo pode variar de dias, como ocorre com as espécies migratórias que possuem asas mais largas e conseguem planar nas correntes aéreas, a alguns minutos por dia. Em média, elas se mantêm voando por 5 a 6 horas diariamente. O absoluto controle de vôo da "demoiselle" (senhorita, como a libélula é chamada pelos franceses), inspirou o brasileiro Alberto Santos-Dumont na criação de seu modelo mais bem sucedido: o Demoiselle. Irrequieta, voando incessantemente, planando, dando rasantes, subindo ou pousando como um helicóptero, a libélula parece ter sempre muita pressa. E motivos não faltam para isso. Toda libélula está sempre vivendo o ponto culminante de sua vida e não tem tempo a perder. Deve procurar parceiros e acasalar em um prazo máximo de dois meses __ tempo entre sua última metamorfose, quando de larva se transformou em libélula, e sua morte __, que corresponde, em algumas espécies, a menos de 10% de seu tempo total de vida. Será preciso entender rapidamente as regras do jogo no novo ambiente, aprendendo a evitar seus predadores e caçando suas presas. Aparelhada com o maior olho proporcional do reino animal, a libélula usa seu sofisticado aparelho visual como um radar. Posicionando-se sempre contra a luz solar, é capaz de detectar movimentos imperceptíveis aos nossos olhos. Em centésimos de segundo, ela identifica se é uma presa, um predador, um rival ou uma possível parceira. Aos inimigos, a lei-do-mais-forte. Aos machos rivais, um violento ataque servirá para marcar presença no território. Caso seja uma fêmea, será o início de um complicado malabarismo, essencial para a preservação da espécie. A cor definitiva do corpo e da asa das libélulas demora alguns dias para se fixar, seguindo diversos matizes de azul, amarelo e vermelho. Em algumas espécies a coloração predomina nas asas, enquanto outras possuem o abdômen colorido e asas transparentes. As cores chamativas e dois pares de asas que não se dobram as tornam incapazes de esconder-se na vegetação, representando uma desvantagem competitiva. Os olhos com visão panorâmica e a habilidade de voar verticalmente, contrabalançam esta equação evolutiva, que tem sido favorável às libélulas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Caçador e caça&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Predadora voraz em seu ambiente, a libélula é capaz de comer 14% de seu peso se alimentando apenas de outros insetos voadores __ abelhas, moscas, besouros, vespas, outras libélulas menores, pernilongos e até o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue __ em um único dia de sua curta existência fora da água. Vivendo apenas de um a dois meses com suas asas, depois de ter passado até cinco anos no ambiente aquático, ela tem pouco tempo para encontrar parceiros e procriar, antes que um predador a encontre primeiro. Recentes pesquisas demonstraram que um pequeno besouro realiza por dia cerca de 150 vôos, conseguindo um índice de sucesso nas caçadas de 43% e comendo 11% do seu peso. Já a libélula, mesmo com pouco tempo de "brevê", realiza duas vezes mais vôos e tem sucesso em 51% de suas investidas. Enquanto vive na água, a libélula tem de fugir dos sapos, peixes e pássaros. Com asas, ela terá outros inimigos: aranhas, louva-deuses e outros pássaros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Se tem libélula, a água está limpa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Quem tiver dúvidas quanto à qualidade da água de um rio ou lago pode fazer o "teste da libélula", que consiste na simples observação se há libélulas na área. Todo rio ou lago com águas limpas tem libélula. No entanto, a menor alteração físico-química da água ou do ar já será suficiente para expulsá-las, além de impedir que dos ovos saiam novas larvas. Deste modo, a presença do inseto funciona como um excelente bioindicador da qualidade do meio ambiente. A grande ameaça à vida das libélulas é a poluição ambiental. Na água, a poluição provoca mudanças drásticas em suas características físicas, como os sedimentos em suspensão, e químicas, tais como alteração do PH, da condutividade e do nível de oxigênio dissolvido na água. No ar, ocorrem processos semelhantes, incluíndo as mudanças climáticas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Duas metades de um só coração&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de procriação pode variar de alguns minutos em pleno vôo até várias horas de um acasalamento pousado. O que não muda é a posição insólita em forma de coração, formado pelo corpo retorcido do macho e da fêmea. Quando o macho está na presença da fêmea, ele precisa encostar seu pênis, localizado no segundo segmento de seu abdômen, no nono (e penúltimo) segmento, onde são produzidos os espermatozóides. Depois de transportar seu próprio esperma até o pênis, o macho segura a fêmea pela cabeça com uma pinça localizada na extremidade de seu corpo. A fêmea, então, faz também um contorcionismo para que seu orgão genital, localizado no penúltimo segmento, encontre o pênis do macho, formando o coração. Depois da fecundação, os ovos são liberados dentro da água ou em alguma planta submersa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;A larva se tranforma em avião&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;Duas a três semanas depois de postos os ovos, surgem as larvas das libélulas. Começa então um longo ciclo de vida aquática, que, em algumas espécies, pode durar até cinco anos. Em sua existência submersa, a larva se alimentará de microcrustáceos, filhotes de peixes e outras larvas __ ela atua como ápice de uma importante cadeia alimentar dos ambientes aquáticos dos rios e lagos __ e passará por até 15 sucessivas metamorfoses até se transformar em uma naiade, que já se assemelha ao inseto adulto porém se movimenta no meio aquático através de jatos de água que saem pelo reto, como um sifão. Em um dado momento, atendendo aos chamados de um relógio biológico, cujo mecanismo permanece inexplicado, a naiade faz a transição do meio aquático para o terrestre onde fará sua última metamorfose. A escalada do trampolim para o novo mundo é feita geralmente à noite, para escapar dos predadores. Subindo pela haste de alguma planta, a larva para de se alimentar e se mantém várias horas imóvel se preparando para a mudança. A libélula rompe seu último exoesqueleto pelo dorso, liberando primeiro a cabeça e o tórax e depois o abdômen (o processo leva de 30 a 40 minutos). Suas asas, úmidas, precisarão de duas a três horas para se solidificarem em contato com o ar, quando a libélula estará, então, aparelhada e pronta para decolar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 7.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(51, 0, 153);"&gt;* Marcelo Szpilman é Biólogo Marinho, Diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor do Informativo do Instituto e autor dos livros&lt;b&gt; Guia Aqualung de Peixes&lt;/b&gt; e&lt;b&gt; Seres Marinhos Perigosos&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-8527178183403415776?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/8527178183403415776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=8527178183403415776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/8527178183403415776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/8527178183403415776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/justificando-escolha-do-ttulo.html' title='Justificando a escolha do título: Libélulaviva'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1216238530171360790.post-6139237760644791372</id><published>2008-04-09T19:01:00.000-07:00</published><updated>2008-04-09T21:44:15.870-07:00</updated><title type='text'>Libélula</title><content type='html'>A criação deste Blog foi impulsionada primeiramente pelo curso de Formação de Escritores da Escola Superior de Direito Constitucional- ESDC, do qual passo a fazer parte a partir de agora. É pretensão do referido curso, colocar no mercado literário  novos  escritores do nível de Machado de Assis, Carlos Drumont de Andrade, Manuel Bandeira e outros nomes expressivos da literatura brasileira. E você caro leitor, pode aguardar, pois em breve poderá desfrutar das grandes obras de meus colegas de classe, que certamente estarão publicadas neste espaço literário.&lt;br /&gt;Além de privilegiar a literatura em geral, este Blog pretende também,  associar-se  àqueles que militam em prol da preservação do planeta, buscando promover a  conscientização da sociedade, não apenas em relação às questões ambientais, mas principalmente às questões humanas: a começar pelo respeito às diferenças, sejam elas étnicas, religiosas, políticas etc.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;O Blog Libélulaviva&lt;/span&gt; pretende seguir o exemplo da própria libélula, com uma única diferença: estar sempre viva. Ao contrário do inseto que vive apenas alguns meses, o &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Libélulaviva &lt;/span&gt;pretende viver muito tempo e quem sabe um dia ser um importante site.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1216238530171360790-6139237760644791372?l=libelulaviva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://libelulaviva.blogspot.com/feeds/6139237760644791372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1216238530171360790&amp;postID=6139237760644791372' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/6139237760644791372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1216238530171360790/posts/default/6139237760644791372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://libelulaviva.blogspot.com/2008/04/liblula.html' title='Libélula'/><author><name>Lu Faria dos Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09035573150310887450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
